sexta-feira, 23 de março de 2012

Quanto você conhece do seu parceiro?


Estive pensando nisso hoje, por sair com minha sogra e ficarmos papeando durante nosso trajeto com o carro.
Gosto muito de saber as coisas relacionadas ao meu marido. Sempre faço todas as perguntas que me cabem fazer.
Lógico que isso não inclui, passado referente a relacionamentos anteriores.
Porque digo isso?
Simples! Se você pergunta o que quer, vai ouvir o que nem sempre vai te deixar feliz. E saber como seu marido era com os relacionamentos anteriores nem sempre é bom.
O que quero dizer então com o conhecer o seu passado?
Na verdade, acredito que a maioria dos comportamentos de um adulto, vem de uma formação quando criança, meio óbvia a minha declaração, mas, saber o que ele gostava quando criança, com o que e com quem ele costumava brincar, seus hábitos de leitura e jogos, o que o deixava triste. Muitas vezes faz com que você veja o presente.
Quando fico sem sono, costumo pedir que o Oliver me contasse uma história, isso, na nossa idade pode parecer infantil, mas faz você ter conversas muito divertidas na maioria das vezes.
E não se trata de um conto, quero saber histórias reais. Gosto muito de histórias reais, e é muito bom ver a emoção verdadeira no olhar de qualquer pessoa, quando a história, faz parte da vida dela. Vemos a emoção fluir e a pessoa se transportar para aquele momento.
E quando se ama você vê a história se desenhando.
Já se perguntou, qual era o brinquedo favorito do seu parceiro? Com o que ele passava mais tempo na infância? Qual foi seu melhor amigo? Qual a melhor fase da sua vida?
Este tipo de coisas, nós gostamos de dividir, é muito bom voltar no tempo e contar uma parte da nossa vida em que um cheiro, um lugar, os nossos pais, os nossos avós, estavam presentes, principalmente se for um momento que está gravado no seu coração com saudade.
Deixou-me feliz imaginar meu amor, brincando no quintal da casa com seus pais, construindo espadas de madeira enquanto seu pai construía coisas de marcenaria, e saía nos corredores da casa com sua espada feita com cabo de vassoura. Está na sua mente à memória dos seus pais, sentados ao seu lado brincando como crianças para distraí-lo ou diverti-lo.
Hoje, conversando sobre isso com minha sogra, ela me disse que uma das coisas que ela mais amava ver era o pé do Oli, até hoje ele é lindo, mas ela disse que apertava de tão gostoso que ele era. Sinto-me com o olhar de uma pessoa boba enquanto escrevo isso. Como mulher, quando vivo isso, logo imagino um filho nosso, com os pezinhos do pai, em um plano futuro é claro, mas dá certa felicidade viver isso.
Não sei se estou sendo repetitiva, mas o que quero dizer é; conheça seu parceiro, viva seu presente, imagine junto o seu passado, e planeje o futuro, isso é muito bom para um casal.

4 comentários:

  1. Muito legal, adorei o texto! Realmente é muito gostoso saber sobre as coisas que moviam (e movem) a pessoa que está ao nosso lado.

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    1. Obrigada Má! Fiquei muito feliz em saber que veio ler meu post ^^ Amo você!

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  2. Muito lindo isso que escreveu, se todos tivessem essa atitude, com certeza amores se construiriam de forma muito mais concreta... Quando criança eu amava imitar personagens de desenho animado, fazer dublagens, fazia isso até com as minhas bonecas... Fase muito gostosa, tempo de sonhar, onde tudo acontece pelo simples...

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    1. E não é uma delícia contar estas histórias? Nós voltamos no tempo, vivemos cada emoção. E é muito importante sentir que você tem alguém para dividir algo tão valioso. Ouvir... ouvir é sempre uma lição!

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