sábado, 17 de dezembro de 2011

Uma história linda de amor! Amor de irmão.


Não me lembro o motivo, nem como aconteceu, quando eu tinha 15 anos. Nesta idade tudo é muito acentuado, o amor, a raiva, tom de voz, reações, as histórias então, tem uma emoção tamanha.
Foi nesta época que deixei de falar com minha irmã. Morando na mesma casa, dormindo no mesmo quarto, comendo na mesma mesa, nós conseguíamos não nos olhar, não nos trombar, não nos falar.
Hoje não consigo imaginar como seria conviver assim com uma pessoa.
A família inconformada com a situação, meus pais sempre fazendo de tudo para reunir a família, nada funcionava! Duas turronas!
Eu não entendia aquela pessoa, e ela não tinha a mínima ideia do que passava na minha cabeça.
Dois anos nesta situação.
No dia 30 de maio de 1995, um dia antes do meu aniversário, cheguei a casa e meus pais estavam mais felizes; estranhei.
No dia 31 de maio, uma quarta-feira fria me lembra de chegar a casa, mesmo sendo meio de semana, eu me sentia animada, afinal, era meu aniversário. Tive a impressão de que teríamos uma festa de aniversário, brigadeiros, beijinhos, e até um bolo na geladeira, estranhei, mas numa situação destas, você finge que não é com você para não estragar a surpresa. Lembro-me como se fosse hoje, do sorriso de canto de boca de minha mãe.
Subi para o quarto para tomar um banho, afinal pessoas poderiam chegar para me parabenizar.
Minha maior surpresa não foram visitas, mas neste dia, foi um dos dias mais importantes da minha vida.
Entrei no quarto e encontrei minha irmã sentada na minha cama.
Uma blusa de soft cinza, uma calça preta, um embrulho no colo em que ela não tirava os olhos enquanto me dizia:
- Não quero mais ficar sem falar com você! Você é importante pra mim.
...
Ela nunca foi uma pessoa meiga, sempre vi minha irmã como a pessoa mais forte da família, sempre pronta para brigar e me defender dos paqueras da escola principalmente, meu primeiro namorado morava na Zona Sul de São Paulo, se não, ele apanhava também.
Detalhe que morávamos em Guarulhos. Em média 40 minutos de carro o que não era meu caso, sendo assim, para namorar, tinha que enfrentar umas 3 horas entre ônibus, metrô e ônibus novamente, para chegar à casa de uma tia que amo demais e depender de uma prima cupido para me ajudar a namorar.
Quando a ouvi dizer aquilo, eu desabei. Abracei, beijei e disse que a amava demais e que nunca mais isso aconteceria.
Precisamos de quase dois anos separadas para vermos o quanto somos importantes uma para a outra.
Dia 09 de julho fiz uma festa surpresa de aniversário pra ela, tentei retribuir um pouco do que ela tinha feito por mim e a lição que tive foi à seguinte:
Nenhuma reação tem o valor de uma ação!
É fácil você dizer que estava errado quando alguém toma a atitude de te pedir desculpas, mas a ação de pedir desculpas é a que mais vale. O orgulho não nos leva a nada, nestes dois anos perdi demais, perdi amor, perdi carinho, perdi dois anos que não voltam.
O medo de ser rejeitada caso eu fosse abraçá-la me fazia não agir.
Dava de ombros e tentava me convencer... Não me faz diferença!
Mas a coragem que ela teve em tentar, fez com que eu a admirasse sempre.
Ela é hoje minha melhor amiga, um tanto de irmã, um tanto de mãe, um tanto de filha, um tanto de tudo de bom que eu tenho, não sei explicar a admiração que tenho por ela, mas não tem uma pessoa que não entenda o que é amor, quando me vê dizer seu nome.
Pathy, você é um tesouro na minha vida! Cada momento feliz na sua vida é uma realização na minha.
Amo ver seu sorriso, suas grosserias, suas histórias, seu olhar de irmã.
Te amo! Muito! 

Um comentário:

  1. O amor de vocês é realmente algo muito especial, algo que sinto-me muito honrado de ver e de alguma forma poder participar. Ambas são pessoas muito especiais e vocês duas juntas são muito mais especial ainda.

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