quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Programação, tentativa e nosso baby a caminho.

Texto escrito em 06/02/2014 as 15 horas.

Hoje vou falar um pouco sobre maternidade.
Quando programamos, eu e o meu marido para engravidarmos, não tínhamos em mente que 3 anos fossem passar tão rápido.
Parar de fumar, fazer exames médicos, escolher um convênio médico, tratamento odontológico para não ter problemas na gravidez, tudo isso! Parece muita coisa, mas são necessários, ou remediáveis, e algumas vezes, não são possíveis durante a gestação.
Dia 29 de setembro era o que eu queria. Todos que me ouviam dizer que ficaria grávida neste dia de 2014 riam e muitos disseram: Ah sim. Você é Deus!
Minha resposta de sempre: - Não, não sou; mas esta é minha vontade, se for a Dele, ficarei feliz e agradecida.
Os anos passaram e no mês de janeiro de 2013, especificamente no dia 27, resolvi parar de fumar, em um domingo a noite. Fácil não foi, mas eu tinha um motivo; queria meu organismo pelo menos mais limpo. E assim foi!
Havia feito uma promessa que se Deus me desse condições de nos manter e não passar por necessidades, eu ficaria 1 ano sem comer carne vermelha, e devia a promessa desde agosto de 2012, mas estava prorrogando o pagamento. (risos). No carnaval de 2013, estávamos em um churrasco e passei, pela primeira vez na vida, por minha primeira dor, ... dor... muita dor de estômago, e o motivo? Um. Apenas um único pedaço de carne. Acho que não preciso explicar né?
Parei de comer carne vermelha no dia 12 de fevereiro de 2013. Nossa, acabei de ficar feliz, pois, faltam apenas 6 dias para minha promessa acabar e poder comer um pedaço suculento de picanha mal passada.
*Suspiro...
Nossa programação estava cada dia mais perto e no começo de 2013, morando juntos a 6 anos, eu e o Oliver resolvemos nos casar, fingi que tinha sido pedida em casamento quando conversamos sobre o assunto, mas, na "verdade verdadeira" mesmo, eu havia pedido o Oliver em casamento logo que começamos a namorar, 6 anos atras. Sabia que ele era perfeito pra mim, quando tivemos nossa primeira noite juntos. Nunca mais esqueci seu olhar.
*Suspiro...
Então, ... Resolvemos nos casar no mesmo dia que completássemos 7 anos juntos, e isso seria, dia 14 de agosto de 2013, mas, não deu certo. Sei que, com todos os finais de semana complicados ou festivos, acertamos de nos casar dia 28 de setembro. Olha só que coincidência!
Dia 28 casamento, dia 29 gravidez...
Mas não existem coincidências. Deus sabe o que faz e a primeira coisa que pensei foi:
- É a vontade Dele também!
O meu dia da noiva foi mágico, escrevi meus votos após uma massagem relaxante seguida de um banho de hidro. Estava só emoção e paz.
- Lágrimas...
De felicidade, é claro!
E assim foi, nosso casamento foi em um terreiro de umbanda, uma simplicidade material incomparável com tamanha energia espiritual.
Cada detalhe do nosso casamento; decoração, bolo, vestido de noiva, roupa do noivo, vestes dos padrinhos e madrinhas, tudo. Tudo feito pelas mãos das pessoas que amamos tanto e estavam presentes naquele momento. Me lembro de quatro das minhas madrinhas embalando e guardando nosso bolo de casamento um dia antes.
Eu poderia dizer que foi o casamento mais emocionante que fui na vida, mas não posso, não seria modesta em dizer isso. Afinal, era o meu casamento.
Chegamos em casa, após a cerimônia e fui arrumar as malas, tínhamos que estar no aeroporto as 6 horas e eu ainda não tinha nem pego as malas debaixo da cama. Não tive tempo, trabalhei até um dia antes, quase de madrugada.
E seguimos viagem, imaginem como foi chegar no Chile, sem dormir, e com curiosidade para conhecer tudo, mapas e mais mapas turísticos. Óbvio, que todos nas mãos do Oliver, afinal, nunca me entendi com mapas, eu só via as fotos e dizia, quero ir aqui, e aqui, e aqui também!
Até que apagamos.
No dia 30 de setembro de 2013. Nunca mais esquecerei esta data. Foi de certo, nosso primeiro dia de lua de mel.
Foi como todas as nossas noites de amor que tivemos durante 7 anos juntos, mas, quando acabou, silenciamos.
Eu estava com a mão na barriga, quieta e imaginando o que acontecia por dentro, como acontecia e sorri no escuro do quarto, onde só se via as estrelas pela janela do apartamento.
O Oliver disse:
-Você pensou que neste momento podemos ter gerado o nosso filho? E transcorremos por alguns minutos neste assunto até adormecermos.
Tivemos uma lua de mel mágica, achamos até, que íamos morrer com um avião quebrado porque já tínhamos curtido demais, mas tivemos que trocar de nave, depois de 1 hora de atraso no voo e muitos sustos com o avião apagando e acendendo, ligando e desligando com todos a bordo.
Voltamos para São Paulo e quinze dias depois fiz o primeiro teste de gravidez, e? Deu negativo.
Meu mundo estava triste, sem graça. Mas pensei, era só a minha vontade, e sei que logo Ele também vai querer.
Dia 25 de outubro, o Oliver pegou nos meus seios e disse:
- Estão diferentes!
Eu: - Bobeira, eu estou para menstruar.
Ele: - Não, estão diferentes.
Eu: - É da displasia mamária, fica assim mesmo, você sabe!
Ele: - Eu sei como ficam e não é assim.
Eu: Tá bom! Já fiz o teste e deu negativo, pode esquecer.
Dia 26 de outubro, acordamos tarde, por volta de 11 horas. Eu tinha uma cliente para atender a tarde.
Levantei e disse:
- Quer tirar a dúvida?
Ele: - Você tem o teste?
Eu: - Sim.
Ele: - Então faz!
Fui ao banheiro, fiz xixi no potinho, coloquei o teste dentro e o celular para despertar em 5 minutos.
Voltei para o lado dele na cama e depois de 5 minutos, fui verificar.
Ele: - EEE Aíiií?
Eu:
Ele:
Eu: - O que você acha?
Ele: - Que você está grávida!
Eu: É, estou.
Levei o exame para o quarto e disse: - Se tiver duas risquinhas, está positivo.


Ele: - Então você está muito grávida porque tem um monte de riscos neste negócio.
A parte decorativa do exame era um pouco listradinha mesmo.
Expliquei como funcionava e ficamos deitados conversando e pensando como seriam as coisas dali pra frente.
Acho que passei o dia anestesiada. Errei o caminho da cliente por 4 vezes, perdi 4 entradas para a Zona Leste e acabei com o carro quebrado, tendo que cancelar o horário.
O problema na Injeção Eletrônica só me deixou chegar em casa por volta das 18 horas.
...
Como contamos a família?
Compramos meias de bebê e embrulhei para presente escrito: Parabéns Vovó!
Parabéns Vovô!
Parabéns Titia!
Sempre escondíamos a câmera para entregar as meias.
Só que na filmagem dos meus pais, a bateria acabou e perdemos a gravação.
Em um próximo post vou tentar mostrar os filmes.
Espero que tenham gostado.
Beijos de uma mamãe muito feliz.
Ká.

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